quarta-feira, 8 de junho de 2011

Professores e Administrador Escolar! A luta deve continuar.

Gostaria de refletir com a categoria profissional dois (2) pontos.

1º A Greve (como mobilização política).

A greve constitui se em um Avanço da fase econômico-coorporativas da categoria. Constituindo-se em uma luta histórica no Plano de Carrera Profissional do Ensino Público Gratuito do Estado de Santa Catarina.

2º O Aluno. (como sujeito protagonista da mobilização).

Pois sem os Alunos não haveria greve. (sempre lembrando que os alunos não são “máquinas” para serem paradas; mas sujeitos de direitos constitucionais).

Pois bem! Faço um desafio – proposta (para a categoria e representantes sindicais).

Que a greve econômico-corporativa possa ter um fim (com o “avanço” das negociações sindicais com o governo); mas que a Greve proporcione um SALTO.

A Construção de uma Mobilização na perspectiva de um Projeto-Ético-Político que envolva toda a sociedade civil.

COMO?

A partir de encontros em: Colóquios, Seminários, mobilizações pelo Ensino Público Gratuito e de Qualidade (Espaço Democrático Econômico-Político-Cultural).

Meu nome é Pedro. Sou Graduado em Serviço Social. Tenho um filho que estuda em Escola Pública Estadual. Meu e-mail é: pmmjr12003@yahoo.com.br

quinta-feira, 17 de março de 2011

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Campanhas da parte do Moderador Pedro.



Estas campanhas são iniciativas da parte do Moderador Pedro. Visando mobilizar a sociedade em geral na problemática das necessidades subjetivas em uma perspectiva de solucionar coletivamente estas necessidades. A metodologia da campanha é dividida em três (3) momentos: divulgação e problematização das necessidades: Campanhas - SIM NÓS PODEMOS PARAR DE FUMAR, na criação e participação dos ENCONTROS DOS EX - FUMANTE, localizado o mais próximo de sua casa. A outra campanha é: SIM NÓS PODEMOS TER NOSSA CASA – também participando dos encontros: O ETHOS DA CIDADANIA COMEÇA EM NOSSA CASA. A 3ª CAMPANHA é: SIM NÓS PODEMOS PARAR DE COMPETIR – Sendo a última CAMPANHA intitulada: SIM! NÓS PODEMOS SER MAIS HUMANOS. No segundo (2ª) momento é diagnosticada a necessidade e efetivado a campanha. No terceiro (3ª) momento são construídos os encontros e suas metodologias operacionais. Toda esta iniciativa é articulada pelo moderador, visando à concretude e efetivação destas necessidades subjetivas na perspectiva de construir coletivamente alternativas. Por isso os valores “doados” serão para auto-sustentar as devidas campanhas e os custos destas.

Proposta de Trabalho do Moderador Pedro.

Partindo do pressuposto de que o conhecimento da razão social na instituição proporciona o vínculo entre: profissionais e usuários. Busca-se o reconhecimento e valorização da instituição na possibilidade de informar a sociedade civil e política a capacidade de produzir conhecimento na instituição, que proporcione como elementos intrínsecos e enriquecedores as relações humanas.
Compreendendo que a base das instituições é a melhoria da qualidade de vida, através de atividades; citando alguns exemplos: serviços, educação, lazer, cultura, esporte, ética e cidadania, onde as instituições objetivam sua razão social junto à sociedade civil e política.

Na perspectiva da formação do conhecimento da razão social da instituição busca-se a metodologia da comunicação por excelência na construção de uma relação qualitativa entre: instituição, profissional e usuário. Tendo como princípios o resgate ético político da instituição o fortalecimento destes princípios junto aos profissionais e usuários da instituição e o reconhecimento institucional junto à sociedade civil e política. Visando o avanço da convivência no sentido da existência humana no exercício da cidadania.

OBJETIVOS específicos

I - Divulgar a partir da pesquisa os dados da razão social da instituição.
(Pacote 01: divulgação totalmente GRÁTIS dos dados da instituição na mídia: espelhosmascaras.blogspot.com) ver metodologias.

II - Desenvolvimento da comunicação: participação contínua e permanente bem como a formação cultural da comunicação interna da instituição.
( Pacote 02: construir internamente na instituição a relação comunicacional: dados, informação e conhecimento.) ver metodologias.

III – Publicizar as ações da instituição na sociedade civil e política.
(Pacote 03: Veicular na mídia externa as atividades da instituição; focando: divulgar, fortalecer e arrecadar fundos institucionais.) ver metodologias.

Estaremos visitando sua instituição e organização para melhor esclarecer a proposta de trabalho destes serviços.

Atenciosamente: Pedro. (49) 32248443 - e-mail: pmmjr12003@yahoo.com.br

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Homenagem a Anita


03/08/2010 por custodionet

Anita Garibaldi vira heroína nos quadrinhos

Cartunista Custódio lança biografia inédita em
quadrinhos sobre Anita Garibaldi.

Após três anos, divididos entre pesquisa, roteiro e desenhos, o cartunista Custódio vai lançar o álbum Anita Garibaldi, o Nascimento de uma Heroína.
O livro, premiado pela Secretaria de Cultura de São Paulo, traz a juventude de Anita Garibaldi, uma brasileira que, além de fazer parte da luta pela liberdade no Brasil, é heroína nacional no Uruguai e na Itália.
Tema de dezenas de obras nos últimos 160 anos, é a primeira vez que a vida da personagem é tratada na linguagem e quadrinhos.
A este fato inédito, junta-se também o fato de que a misteriosa infância de Anita, com o ambiente sócio-político da época, nunca ter sido objeto de obra exclusiva.

O Projeto Anita Garibaldi é acompanhado pelo endereço www.anitagaribaldi.com , onde são publicados os avanços do trabalho, as novidades relacionadas ao livro e os apoiadores do projeto.

Custódio, 42 anos, é paulistano. Já publicou charges em mais de 50 jornais brasileiros, fez animações para canais de tv, peças de teatro e participou de diversos álbuns de quadrinhos. Foi premiado em diversos salões de humor e recebeu o Prêmio de Excelência no National Press Club do Canadá. Venceu o Prêmio de Tiras do Jornal Estado de São Paulo em 2008. É cartunista do jornal Vinho e Cia.

O lançamento será na prestigiada Pizzaria Prestíssimo, nos Jardins, local já tradicional de eventos gastronômicos e culturais.

Lançamento:
Anita Garibaldi, o Nascimento de uma Heroína
Álbum de quadrinhos, 68 páginas.
Preço de lançamento: R$ 20,00

Dia 31 de julho de 2010
Pizzaria Prestíssimo, Al Joaquim Eugênio de Lima, 1135
A partir das 19:30

Contato: José Custódio Rosa Filho
custodio@custodio.net
(11) 5666.0677 / 9114-7128

maiores informações site: http://www.anitagaribaldi.com/

terça-feira, 27 de julho de 2010

“inflação de relacionamentos”: Bolha Social.

IHU Online – 25/7/2010
A “inflação de relacionamentos” é quando “você tem muito mais relacionamentos – mas, na realidade, poucos, se é que há, são realmente valiosos. Assim como a inflação da moeda deprecia o dinheiro, a inflação social degrada os relacionamentos.”
A análise é de Umair Haque, diretor do Havas Media Lab e fundador daBubblegeneration, uma agência de consultoria para estratégia e inovação. O artigo foi publicado em seu blog na página da revista Harvard Business Review, 23-03-2010. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Artigo disponível: http://processocom.wordpress.com
O grupo de pesquisa Processos comunicacionais: epistemologia, midiatização, mediações e recepção – PROCESSOCOM trabalha na fundamentação, construção e sistematização de investigações cientí¬ficas na área das Ciências Sociais Aplicadas, e mais especificamente, em Comunicação.

A PROCESSOCOM tem como linha central a formação de pesquisadores numa perspectiva transformadora e explora, em termos metodológicos, uma epistemologia crí¬tica que busca articular sabedorias milenares com estratégias inovadoras para a resolução de problemas de relevância social histórica e política.

Está vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos, São Leopoldo, Rio Grande do Sul.
Visite também a página na CAPES/CNPq e da ರೆದೆಂಳತ್.


Eis a tradução de Moisés Sbardelotto.

Eu gostaria de propor uma hipótese: apesar de toda a empolgação em torno das mídias sociais, a Internet não está nos conectando tanto quanto nós pensamos que ela esteja. Ela é, em grande parte, o lar para conexões fracas e artificiais, o que eu chamo de relacionamentos tênues [thin relationships].

Durante a bolha do subprime, os bancos e os corretores venderam uma dívida ruim atrás da outra – dívidas que não poderiam ser transformadas em boas. Hoje, as mídias “sociais” estão fazendo trocas em conexões de baixa qualidade – ligações que provavelmente não vão produzir relacionamentos significativos e duradouros.
Chamemos isso de inflação de relacionamentos. Nominalmente, você tem muito mais relacionamentos – mas, na realidade, poucos – se é que existem – são realmente valiosos. Assim como a inflação da moeda deprecia o dinheiro, a inflação social degrada os relacionamentos. A própria palavra “relacionamento” está sendo banalizada. Ela costumava designar alguém com quem você podia contar. Hoje, ela significa alguém com quem você pode trocar bits.

Os relacionamentos tênues são a ilusão dos relacionamentos reais. Os relacionamentos reais são padrões de investimento mútuo. Eu invisto em você, você investe em mim. Pais, filhos, esposos – todos são investimentos de múltiplos dígitos, de tempo, de dinheiro, de conhecimento e de atenção. Os “relacionamentos” no centro da bolha social não são reais, porque eles não estão marcados pelo investimento mútuo. No máximo, estão marcados por um pequeno pedaço de informação ou de atenção aqui ou ali.
Aqui está o que dá apoio à minha hipótese.

Confiança. Se tomarmos a mídia social em seu valor nominal, o número de amigos no mundo cresceu em 100%. Mas temos visto um aumento conjunto de confiança? Eu diria que não. Agora, talvez, levará tempo para que os ganhos sejam visivelmente percebidos. Mas as redes sociais já existem há meia década, e a sociedade parece ter melhorado em pouca coisa.

Perda de poder. Se as ferramentas sociais criam ganhos econômicos reais, nós esperamos ver um efeito de substituição. Elas substituem – desintermediam – os“gatekeepers” de ontem. No entanto, cada vez mais, elas estão dando poder aos“gatekeepers”. Suas redes sociais favoritas não estão desintermediando agências de relações públicas, recrutadores e outros tipos de corretores. Elas estão criando legiões de novos. A própria Internet não está tirando o poder do governo dando voz aos tradicionais sem voz. Ela está dando poder aos Estados autoritários para limitar e enquadrar a liberdade pela redução radical dos custos de vigilância e coação. Assim como os relacionamentos diretos e imediados.

Ódio. Existe uma velha metáfora: a Internet funciona no amor. Da mesma forma, porém, ela está cheia de ódio: reações impulsivas e irracionais contra a pessoa, o lugar ou a coisa mais próxima que seja só um pouco diferente. Você leu as seções de comentários online de qualquer jornal ultimamente? Normalmente, eles são poças gigantes de bílis e veneno.Veja estes e-mails a Floyd Norris. Longe de alimentar uma conversa significativa, a “web social” de hoje é um mundo cheio de equivalentes linguísticos aos tiroteios motorizados.

Exclusão. O ódio acontece, pelo menos em parte, por causa da homofilia: pássaros do mesmo bando voam juntos. O resultado é que as pessoas se auto-organizam em grupos de gostos iguais. Mas raramente as brechas entre as diferenças são superáveis. No entanto, é aí que as relações mais valiosas começam. Ser “amigo” de 1.000 pessoas que também são obcecadas por modelos de óculos da década de 60 não é amizade – é apenas um único e solitário interesse compartilhado.

Valor. A prova final está nos fatos. Se os “relacionamentos” criados na Internet de hoje fossem importantes, talvez as pessoas (ou os anunciantes) pagariam pela oportunidade de participar neles. No entanto, poucos, se é que há, fazem isso – em qualquer lugar, desde sempre. Pelo contrário, pelo fato desses “relacionamentos” não serem valiosos, as empresas – diz-se – são forçadas a testá-los e a rentabilizá-los de forma extractiva e eticamente questionável. Isso porque não há nenhum “lá” lá. Eu posso trocar bits com pseudoestranhos em um número qualquer de sites. “Amigos” como esses são uma mercadoria [commodity] – e não um bem valioso e único.
Quais são os preços a serem pagos pela inflação de relacionamentos? Três tipos de câncer que corroem a vitalidade da web de hoje. Em primeiro lugar, a atenção não é alocada de forma eficiente, as pessoas descobrem menos o que elas valorizam do que aquilo que todo mundo gosta. Segundo, as pessoas investem em conteúdo de baixa qualidade. O Farmville [aplicativo que simula uma fazenda online, em que o fazendeiro é o usuário do Facebook] não é exatamente [o filme] “Casablanca”. O terceiro ponto e mais prejudicial é o enfraquecimento contínuo da Internet como força do bem. Não apenas o Farmville não é “Casablanca”, mas ele também não é o Kiva [rede online de microcréditos]. Um dos exemplos seminais da promessa das mídias sociais, o Kiva distribui microcréditos de forma mais significativa. Em contraste, o Farmville é em grande parte socialmente inútil. Ele não favorece as crianças de forma tangível. Ele apenas favorece os anunciantes.

Vamos resumir. Do lado da demanda, a inflação de relacionamentos cria efeitos de concursos de beleza, nos quais, assim como cada juiz vota na concorrente que eles pensam que os outros irão gostar mais, as pessoas transmitem o que elas pensam que os outros querem. Do lado da oferta, a inflação de relacionamentos cria efeitos de concursos de popularidade, nos quais as pessoas (e os artistas) lutam para chamar a atenção de forma imediata e visceral – em vez de fazer coisas impressionantes.
O social não tem a ver com concursos de beleza e concursos de popularidade. Eles são uma distorção, uma caricatura da coisa real. O social tem a ver com confiança, conexão e comunidade. Isso é o que menos há na paisagem midiática de hoje, apesar de todo o frisson ao redor das mídias sociais. A promessa da Internet não era meramente inflacionar os relacionamentos, sem acrescentar profundidade, ressonância e significado. Era de fundamentalmente religar as pessoas, comunidades, sociedade civil, empresas e Estado – através de relacionamentos mais espessos, mais fortes e mais significativos. É aí onde se encontra o futuro da mídia.
Agora, isso é apenas uma hipótese. Sinta-se livre para discordar de mim, me desafiar – ou para ampliá-la e elaborá-la. Da próxima vez, vou discutir o que podemos fazer com relação a isso.

Fonte: disponível http://processocom.wordpress.com/2010/07/27/a-bolha-midiatica-e-social/ 27/07/2010.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

7ª reunião da rede social de comunicação - espelhos e máscaras

sábado (19) às 10h da manhã na sala 1106 - uniplac
7ª reunião da rede social de comunicação - espelhos e máscaras
Pauta: estatuto social; a comunicação na uniplac entre: alunoxprofessorxfuncionárioxcomunidade=intervenção

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

redesocialblogs.com.br/espelhosmascaras

A rede social de comunicação da serra catarinense - espelhos e máscaras. Agora! com novo provedor, o blog das redes. VEJA.

http://redesocialblogs.com.br/espelhosmascaras

A rede social de comunicação da serra catarinense - espelhos e mascaras - agora estará interagindo via internet com estas duas ferramentas. As notícias que forem publicadas no blog: espelhosmascaras.blogspot.com - também serão publicadas no blog das redes.

O objetivo é expandir a rede social de comunicação da serra catarinense - espelhos e mascaras - para outros blogs. E também interagir com o público internauta.

Vamos lá! agora as ferramentas estão a nosso serviço, devemos nos apropriar de todas as comunicações.

"O trabalhador social que opta pela mudança não teme a liberdade, não manipula, não foge da comunicação, pelo contrário, a procura e vive." (p. 51)

" Precisamos de uma pedagogia da comunicação com a qual pudéssemos vencer o desamor do antidiálogo." (FREIRE, 1986:p.69 - Educação e Mudança - Ed: Paz e Terra, São Paulo).

A palavra é sua: o Blog das Redes
• O Blog das Redes nasceu com o objetivo de promover o diálogo e a troca de informações, ações e experiências entre redes sociais organizadas para melhorar a qualidade de vida e o convívio social nas comunidades.
Vamos blogar!
Leia, opine, manifeste-se, deixe sua opinião registrada.
Apenas reflexões conjuntas podem apontar saídas válidas para o desenvolvimento.

http://redesocialblogs.com.br/

domingo, 23 de agosto de 2009

6º encontro da rede social de comunicação

Na último dia 22 de agosto às 10:00h da manhã na Universidade do Planalto Catarinense – Uniplac – na sala 1104, aconteceu o 6º Encontro da Rede Social de Comunicação da Serra Catarinense, com a presença de estudantes da área de Serviço Social, professores, profissional da área da Saúde e profissional da área de Serviço Social.

Foram discutidos vários temas sócias que permitam às pessoas participarem ativamente na democratização da comunicação. Também foi direcionado o Estatuto da Rede Social de Comunicação para apreensão de seus objetivos. Tendo como ação definir as responsabilidades e relações das pessoas envolvidas neste processo de comunicação democrática e pública na região serrana, de modo que os objetivos da rede social de comunicação sejam atingidos.


Foi encaminhado como ação participativa, o convite para as pessoas interessadas no processo, para integrarem-se na rede social de comunicação da serra catarinense, Espelhos e Máscaras, como associados. Conforme o Estatuto publicado no blog da rede.
As pessoas interessadas deverão retornar para este e-mail: pmmjr12003@yahoo.com.br


Estatuto da Rede Social de Comunicação da Serra Catarinense, disponível no blog: espelhosmascaras.blogspot.com

domingo, 16 de agosto de 2009

É sábado! dia 22/08 na Uniplac, sala 1106 às 10:00h da manhã.

Encontro da Rede Social de Comunicação da Serra Catarinense

Pauta: Estatuto da Rede Social de Comunicação da Serra Catarinense

Encaminhamento concreto da proposta da associação da rede.

Contato:
(49) 3224-8443
e-mail: pmmjr12003@yahoo.com.br
msn: pedromiguelmjrlages@hotmail.com

blog: http://espelhosmascaras.blogspot.com/


“Muitos de nós em algum momento de nossas vidas já ouvimos falar em Rede Social, em todo lugar, e/ou, de alguma forma praticamos ela, mesmo sem saber estamos inseridos em algum grupo que representa essa Rede Social, seja na faculdade, trabalho ou na própria família, na internet não poderia ser diferente a Rede Social nunca esteve tão presente na vida dos internautas, e para aqueles que não se deram conta disso com certeza estão perdendo uma fatia muito boa.”
Fonte: disponível no site: http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://moodlelivre.files.wordpress.com/2008/12/social.jpg&imgrefurl=http://moodlelivre.com.br/2008/12/&usg=___2h2ZzLVVj4KXAB9XLBLNFN0yI4=&h=326&w=489&sz=71&hl=pt-BR&start=96&tbnid=jgD9z1e7cbNUxM:&tbnh=87&tbnw=130&prev=/images%3Fq%3Drede%2Bsocial%2Bde%2Bcomunica%25C3%25A7%25C3%25A3o%26gbv%3D2%26ndsp%3D20%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26start%3D80. Acessado em 16 ago. 2009

terça-feira, 11 de agosto de 2009

I Seminário Pró-Conferência Estadual de Comunicação –SC


I Seminário Pró-Conferência Estadual de Comunicação –SC
Caminhos para o controle público e a democratização da comunicação


Data: 15 de agosto de 2009
Horário: 8h30 às 18h
Local: FECESC – Av. Mauro Ramos, 1624 (proximidades Beira Mar Shopping)
Florianópolis - SC
Objetivo: Construir uma intervenção coletiva dos movimentos sociais no processo de realização da Conferência Estadual de Comunicação e, posteriormente, da Conferência Nacional de Comunicação.
Realização: Comissão Pró-Conferência Estadual de Comunicação em Santa Catarina


A I Conferência Nacional de Comunicação, com o objetivo de discutir e elaborar propostas de Políticas Públicas para a área das comunicações no Brasil, foi convocada, pelo governo federal, para dezembro deste ano. Até lá, em todo o país, devem ser realizadas as Conferências Estaduais e Regionais e/ou Municipais.

Aqui em Santa Catarina, a Comissão Pró-Conferência Estadual de Comunicação já vem realizando, em todo o estado, por meio de audiências públicas, reuniões e oficinas, um trabalho de estímulo à mobilização para a Confecom nacional e para a construção da Estadual, Regionais e/ou Municipais.

E agora, como mais uma etapa deste trabalho, realiza no próximo dia 15 de agosto, em Florianópolis, o I Seminário Pró-Conferência Estadual de Comunicação –SC, preparatório à Confecom Estadual e, na sequência, à Nacional. O objetivo é reunir os integrantes da Comissão estadual Pró-Conferência, as representações das comissões regionais e de segmentos que debatem a comunicação no estado, além de formadores de opinião, parlamentares, estudantes, entre outros, para avançar na preparação da intervenção dos movimentos sociais catarinenses na I Conferência Estadual de Comunicação e, posteriormente, na Confecom Nacional.

Neste I Seminário serão apresentadas e debatidas as questões que estarão em disputa na Confecom. Algumas destas questões são Controle Público e Marco Regulatório, Sistemas público, estatal e privado, Liberdade de Expressão e de Imprensa, Radiodifusão Comunitária, Regulação da Publicidade...Também se destacam as temáticas regionalização, inclusão social, diversidade cultural e religiosa, digitalização e convergência tecnológica nas comunicações. Todos esses temas dentro de três eixos estratégicos: Meios, tendo como prisma a mudança do analógico para o digital, Cadeia Produtiva, do consumidor ao cidadão, e Sistemas, do perfil corporativo para o controle público.

Para mais informações sobre as inscrições e modelo para a apresentação de propostas, envie um e-mail para a secretaria do Seminário: fale@comunica-sc.org.br ou acesse http://www.comunica-sc.org.br/

Confira, abaixo, a programação completa do evento.


Temário geral

- Apresentação de informações e construção do cenário da comunicação em Santa Catarina
- Levantamento das especificidades de cada segmento
- Construção de estratégias e capacitação para mobilização e intervenção
- Coleta de subsídios ao texto base que a Comissão Pró-Confecom SC irá propor às Conferências Municipais, Intermunicipais e Estadual

Público

Integrantes da Comissão estadual Pró-Conferência, representações das comissões regionais e de segmentos que debatem a comunicação no estado, além de formadores de opinião, parlamentares, estudantes, etc...

Programa

Manhã

8h30

-Credenciamento e Boas vindas

9h

- Mesa: Caminhos para o controle público e a democratização da comunicação

Expositores:

Rosane Bertotti – secretária de comunicação da Central Única dos Trabalhadores –CUT; integrante da Comissão Nacional Pro-Confecom

Sérgio Murillo de Andrade – presidente da Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ; membro da Comissão organizadora da Confecom Nacional

Carlos Locatelli – professor do Curso de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC

Debate com os participantes

11h30

- Apresentação das propostas dos segmentos de Santa Catarina


Intervalo para almoço


Tarde

14h

- Debate e definição de eixos e estratégias para formular o texto base

18h

- Encerramento

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

DIA 14! não perca.

1ª Oficina da Comissão Pró-Confecom SC
Dia 14/08 às 14h
Na AMURES - Auditório da Associação dos Municípios - Centro, próximo ao terminal urbano Presença do Prof. Locatelli (palestrante)
Rede Social de Comunicação da Serra Catarinense: Presente.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

PANDEMIA

Que interesses econômicos se movem por detrás da gripe porcina???No mundo, a cada ano morrem milhões de pessoas vitimas da Malária que sepodia prevenir com um simples mosquiteiro.Os noticiários, disto nada falam!No mundo, por ano morrem 2 milhões de crianças com diarréia que se poderiaevitar com um simples soro que custa 25 centavos.Os noticiários disto nada falam!Sarampo, pneumonia e enfermidades evitáveis com vacinas baratas, provocam amorte de 10 milhões de pessoas a cada ano.Os noticiários disto nada falam!Mas há cerca de 10 anos, quando apareceu a famosa gripe das aves.Os noticiários mundiais inundaram-se de noticias.Uma epidemia, a mais perigosa de todas.Uma Pandemia!Só se falava da terrífica enfermidade das aves.Não obstante, a gripe das aves apenas causou a morte de 250 pessoas, em 10anos. 25 mortos por ano.A gripe comum, mata por ano meio milhão de pessoas no mundo. Meio milhãocontra 25.Um momento, um momento. Então, porque se armou tanto escândalo com a gripedas aves?Porque atrás desses frangos havia um "galo", um galo de crista grande.A farmacêutica transnacional Roche com o seu famoso Tamiflú vendeu milhõesde doses aos países asiáticos. Ainda que o Tamiflú seja de duvidosa eficácia, o governo britânico comprou 14 milhões de doses para prevenir a sua população.Com a gripe das aves, a Roche e a Relenza, as duas maiores empresas farmacêuticas que vendem os antivirais, obtiveram milhões de dólares de lucro.- Antes com os frangos e agora com os porcos.- Sim, agora começou a psicose da gripe porcina. E todos os noticiários domundo só falam disso.
- Já não se fala da crise econômica nem dos torturados em Guantánamo. Só a gripe dos porcos.- E eu me pergunto: se atrás dos frangos havia um "galo", atrás dos porcos.não haverá um "grande porco"?A empresa norte-americana Gilead Sciences tem a patente do Tamiflú. O principal acionista desta empresa é nada menos que um personagem sinistro, Donald Rumsfeld, secretario da defesa de George Bush, artífice da guerra contra o Iraque.Os acionista das farmacêuticas Roche e Relenza estão esfregando as mãos, estão felizes pelas suas vendas novamente milionárias com o duvidoso Tamiflú.A verdadeira pandemia é de lucro, os enormes lucros destes mercenários da saúde.Não nego as necessárias medidas de precaução que estão sendo tomadas pelos países. Mas, se a gripe porcina é uma pandemia tão terrível como anunciam os meios de comunicação;Se a Organização Mundial de Saúde se preocupa tanto com esta enfermidade, porque não a declara como um problema de saúde pública mundial e autoriza o fabrico de medicamentos genéricos para combatê-la?Prescindir das patentes da Roche e Relenza e distribuir medicamentos genéricos a todos os países, especialmente aos pobres, essa seria a melhor solução.
Jimmy Oliveira Nunes

domingo, 2 de agosto de 2009

Educação Popular – formando a cidadania compartilhada

Ensaio: Educação Popular – formando a cidadania compartilhada
Por *Pedro Miguel


Palavra chave: educação popular, instituição de ensino, sujeito social


Aconteceu no último sábado (01/08/2009) a continuação do curso de FORMAÇÃO DE EDUCADORES POPULARES realizado pelo (IPF) – Instituto Paulo Freire e Mestrado em Educação (UNIPLAC).


No primeiro momento foi feito análise de conjuntura, os desafios da Educação Popular nesta conjuntura atual e no segundo momento, foi realizado atividades em grupos: socialização das práticas implementada a partir dos referenciais teórico-metodológico freiriano.
O curso teve início o ano passado e neste sábado foi feito uma avaliação e reflexão das ações e projetos a partir da apreensão da Educação Popular e a construção de um poder ético:

Desde a década de vinte, mais especificamente após a semana de arte moderna e posteriormente com os manifestos da escola nova, já se falava em uma educação popular que fosse direito de todos. Mais tarde, com o governo de Juscelino Kubitschek (1956 a 1961) e de João Goulart (1961 a 1964) e o advento da industrialização no Brasil com a chegada de capital estrangeiro, a limitação da educação tornou-se um problema e passou a ser necessário instruir o povo para expandir o capital. Nesse cenário, em 1959 educadores e intelectuais lançaram um manifesto em defesa da escola pública ao entender que o desenvolvimento econômico do país se passava necessariamente pela educação, muito mais técnica, para ensinar a fazer, do que clássica para formar intelectuais.
Fonte: http://www.espacoacademico.com.br/078/78barbosa.htm acesso 02/08/2009

Este ensaio tem o propósito de dar início em nosso blog de uma discussão sobre a Educação Popular. O que é educação? Qual a formação que queremos construir? Segundo Pinto, “a educação é o processo pelo qual a sociedade forma seus membros à sua imagem e em função de seus interesses” (1993, p. 29). Que tipo de cidadão queremos construir? E vários outras perguntas que poderão ser desenvolvidas.

Uma das várias reflexões que tiro desta formação, realizada no último sábado é sobre cidadania compartilhada, citado pelo Mestrado em Educação da UNIPLAC - Geraldo Locks , que ilumina a nossa percepção aproximada; como diria Marx.
As três dimensões da cidadania compartilhada seriam; a primeira dimensão os bens materiais; a segunda, os bens políticos; e a última (3ª) dimensão os bens simbólicos. Este último identificado pelo acolhimento, que deva ser o sentido da instituição e o processo de educação. Acolher o saber, o falar, as origens, acolher o ser social em sua dimensão pessoal e subjetiva, acolher o potencializar o ser ontológico para ser autônomo e livre comprometido com a ética, esta ética comprometida com o Ethos – nossa casa – como diria Leonardo Boff. Então acolher seria cuidar e amar. São as experiências humanas, os valores fundamentais ligados á vida, ao ser cuidado, ao trabalho, ás relações cooperativas e á cultura da não-violência e da paz, que fazem surgir a ética (ou as éticas ) e podem estabelecer uma possível resposta aos problemas atuais da globalização, da pobreza e da violência. (BOFF. Ètica e Moral: A Busca De Fundamentos, 2003).

Outro reflexão que tiro do curso é na fala de Adilson Freitas e Gilson Maximo – da Associação Matakiterani - que nos relata sobre o “silêncio” – a falta da fala do sujeito/aluno em sala de aula - a dificuldade do aluno comunicar-se na “escola” e sala de aula de forma política – esta política identificada como ação, autonomia, empoderamento do sujeito social, contador de histórias que processa um outro conhecer que não seja o da escola, mais de sua vida fora da escola. Silêncio! Fiquem quietos! Em tenho de “dar a aula”. Tenho uma hipótese que a escola processa a primeira exclusão social que é a ação política de cidadania, quando apenas o professor fala – discursa – muitas vezes prolixo; segundo o Dicionário Aurélio: muito longo, que se perde em explicação. Mais um trabalhador alienado no processo de trabalho devido a; ementa escolar, grade curricular e todos os mecanismos que injeção o professor em sala de aula. O que resta para o processo de cognição extra-escolar dos alunos é, o “cochicho”, a individualidade ou o pequeno grupo, ficam também alienados do processo político na instituição de ensino.


Gostaria de finalizar este pequeno ensaio, provocando para que possamos, interagir na construção, (re)significação no processo de educação, seja na escola ou fora da instituição de ensino.


*Estudante e trabalhador da área gráfica

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Minicurso do NUPSS – eu estava lá!

Por: *Pedro Miguel
artigo – Aconteceu na última quinta-feira (3೦ de julho de 2009) no município de Lages (SC), o minicurso sobre Instrumentalidade e Técnicas da Profissão, promovido pelo Núcleo de Profissionais do Serviço Social da região serrana de Santa Catarina.

A profissão de assistente social é regulamentada pela Lei nº 8.622, de 7 de junho de 1993 e tem em seu artigo 1º o livre exercício da profissão em todo o território nacional – estes possuidores de diploma em curso de graduação em Serviço Social oficialmente reconhecido (Art. 2º - I).

Pois bem! Após o evento surgiram algumas indagações, sobre a instrumentalidade e técnicas da profissão: COMO UTILIZAR (as ferramentas) INSTRUMENTOS e TÉCNICAS da profissão reconhecendo a liberdade como valor ético central e das demandas políticas – autonomia, emancipação e plena expansão dos indivíduos sociais? (conforme os princípios fundamentais do Código de Ética da Profissão).

Em uma sociedade que tem como padrão estético o uso da “chapinha” e das “luzes” dos salões – fashion´s – devidamente padronizados – cabeça feita – com a ideologia (estética/tecnológica/comercial/sentido da vida: consumista, etc.) norte americano? Realmente temos liberdade e autonomia de ir e vir do jeito que somos! E queremos ser?!
Lembro-me de um “causo” relatado por um amigo; dizia ele: que cabeleira é esta Pedrão?! Estou deixando crescer, dizia eu. Então, ele me contou um “causo” que aconteceu na vida dele. Ele contou me que fora embora de seu município, onde morava, para um outro município, segundo ele: cidade grande, próspero, logo teria de”ganhar” a vida, nesta metrópole. Então “pensou”! irei ganhar a vida nesta cidade de muitas cabeças “colloridas”, utilizando-me de um “instrumento de trabalho”: a chapinha. Montou um “negócio” chamado: Cabeça Feita. Antes de cortar seu cabelo, passe aqui! E faça sua cabeça antes de cortar seus cabelos. O negócio deu certo! Ganhou muito “dólar” segundo ele, comprou carro, casa – até um sítio próximo de sua antiga cidade, onde morava, “antes de ir pra cidade grande” – e logo casou. É claro com uma mulher com uma cabeça feita (cabelos devidamente pintados e chapinhas é claro) fugir do padrão, nunca! Dizia ele.
Este artigo não tem a intenção de criticar ou analisar os salões de beleza, ou o uso de chapinhas e luzes nos cabelos, cortes fashions, etc... mas a intenção de; indagar em relação a instrumentalidade e técnicas da profissão de assistente social. E uma das indagações é como utilizar os devidos instrumentos e técnicas em políticas do tipo;
- políticas afirmativas: que padronizam os direitos – busca-se a igualdade da padronização de direitos para todos os cidadãos – mantendo a estrutura sócio-econômica-cultural, dominante, por uma classe hegemônica.
Um outro tipo, seriam as políticas transformativas: que projeta para o futuro, começando hoje, um novo sistema societário em que o “padrão”; comportamental, estrutural, físico, psicológico, etc..., seja substituído – rompido – por um sentido de vida, de pertencimento, de vivência em um planeta que produz à vida, que quer apenas viver, viver com abundância de vida, respeitando a vivência do outro, com suas diferenças, buscando sempre a revolução cultural.
Que bom! Este minicurso do NUPSS não nos deu certezas (verdades absolutas); mas felizmente, criou –em minha pessona - indagações.

Que venha outros cursos como este, em que os instrumentos e técnicas profissionais não sejam apenas para esticar e colorir os cabelos. (de novo os cabelos: que possamos deixar o cabelo crescer, sem pressa ou preocupação; mas apenas esperar que um dia possamos vislumbrar o rio de vida que transformar-se).
*estudante e trabalhador na área de designer gráfico

segunda-feira, 20 de julho de 2009

ESTATUTO SOCIAL



Proposta de Estatuto





REDE SOCIAL DE COMUNICAÇÃO DA SERRA CATARINENSE
Lages e Região Serrana


Capítulo I

DENOMINAÇÃO

Art. 1º -A Rede Social de Comunicação da Serra Catarinense – Lages e região Serrana, é uma associação civil de âmbito municipal e regional, sem fins lucrativos, instituída por tempo indeterminado, regida pelo presente Estatuto Social, abreviadamente designada Espelhos e Mascaras.

SEDE
Art. 2º - A Rede Social de Comunicação da Serra Catarinense terá sua sede e foro na cidade de Lages, no Estado de Santa Catarina, Brasil.
Parágrafo único - O estatuto e futuras eventuais alterações da Rede Social de Comunicação Social da Serra Catarinense – Espelhos e Mascaras - obedecerão ao modelo previamente elaborado neste, observadas as peculiaridades locais da região serrana.

FOCO: As Políticas Públicas e a Sociedade Civil.

OBJETIVOS

Art. 3º - São objetivos da Rede Social de Comunicação da Serra Catarinense
I - Promover a responsabilidade política do cidadão, através da informação, conhecimento e publicização do poder público;
II - Incentivar a formação cultural e pleno desenvolvimento da cidadania;
III - Incentivar a participação contínua e vigilante dos cidadãos nos atos governamentais;
IV - Motivar a filiação partidária e de outras ferramentas de participação coletiva, como: Conselhos, Associações, Núcleos, Sindicatos, etc... de livre opção;
V - Despertar no cidadão o direito de participar ativamente da vida e do governo do país.
VI - Trabalhar pela formação de líderes políticos.
VI - Conscientizar e consolidar de que o desenvolvimento da democracia dependem da existência de liberdade de expressão;
VII - Incentivar a consciência ecológica profunda;
VIII - Trabalhar pelo município, Estado e pelo Brasil nação e sua autonomia;
IX - Fortalecer a rede social e afetiva entre seus membros.

Art. 4º - A Rede Social de Comunicação da Serra Catarinense – Espelhos e Mascaras - atingirá seus objetivos através da Publicização, entre:
I - Sociedade e Poder Público em cursos, palestras, debates, seminários, congressos, conferências, etc.
II - Pesquisas, publicações, concursos, exposições e divulgações através de meios de comunicação de massa;
III- Produção de livros, informativos, jornais, revistas, discos, áudios, vídeos, filmes e outras formas de reprodução fonovideográficas de caráter cultural;
IV - Intercâmbios e convênios com entidades nacionais e internacionais;
V - Promoção de eventos sócios-culturais, educacionais e políticos.

Art. 5º - A Rede Social de Comunicação da Serra Catarinense – Espelhos e Mascaras - não se filiará a qualquer partido político e tampouco dará apoio ou fará oposição a qualquer candidato a cargo eletivo e a qualquer agremiação partidária.

Art. 6º - A Rede Social de Comunicação da Serra Catarinense – Espelhos e Mascaras - poderá manter intercâmbio com entidades nacionais e internacionais congêneres e com elas associar-se, observadas, porém, a total autonomia regional.

DURAÇÃO

Art. 7º - A Rede Social de Comunicação da Serra Catarinense – Espelhos e Mascaras - vigerá por tempo indeterminado.



Capítulo II

DO QUADRO ASSOCIATIVO

Art. 8º – A Rede Social de Comunicação da Serra Catarinense – Espelhos e Mascaras - é constituída por um número ilimitado de associados que serão admitidos a juízo da diretoria.

Art. 9º – Qualquer pessoa poderá associar-se à Rede Social de Comunicação da Serra Catarinense – Espelhos e Mascaras -, desde que aceite seus objetivos, mediante inscrição aprovada pela diretoria.

Art. 10 – Haverá as seguintes categorias de associados:
I – Fundadores, os que assinarem a ata de fundação da Rede Social de Comunicação da Serra Catarinense – Espelhos e Mascaras;
II – Beneméritos, aqueles aos quais a Assembléia Geral conferir esta distinção, espontaneamente ou por proposta da diretoria, em virtude de relevantes serviços prestados à Rede Social de Comunicação da Serra Catarinense – Espelhos e Mascaras;
III – Honorários, os que se fizerem merecedores dessa homenagem por serviços de notoriedade prestados à Rede Social de Comunicação da Serra Catarinense – Espelhos e Mascaras, por proposta da diretoria à Assembléia Geral;
IV – Contribuintes, aqueles que pagarem a mensalidade estabelecida pela diretoria.

Art. 11 – São direitos dos associados quites com sua obrigações sociais:
I – Votar e ser votado;
II – Tomar parte nas Assembléias Gerais.
Parágrafo único – Os associados beneméritos e honorários terão direito a voto e poderão ser votados.

Art. 12 – São deveres dos associados:
I – Cumprir as disposições estatutárias e regimentais;
II – Acatar as determinações da diretoria;
III – Aceitar e desempenhar os cargos para os quais foram eleitos ou nomeados, salvo nos casos de justificada impossibilidade.
Parágrafo Único – A exclusão de qualquer filiado à Rede Social de Comunicação da Serra Catarinense – Espelhos e Mascaras, somente ocorrerá por justa causa, assim entendida por decisão do quadro diretivo, concedendo-se ao associado o exercício de amplo direito de defesa. Da decisão caberá recurso à Assembléia Geral.

Art. 13 – Os associados não respondem, mesmo subsidiariamente, pelas obrigações sociais da entidade.

Capítulo III

DA ADMINISTRAÇÃO

Art. 14 – A Rede Social de Comunicação da Serra Catarinense – Espelhos e Mascaras - tem como meios de sua administração, com poderes distintos e cujas funções estão determinadas em capítulos próprios:
I – Assembléia Geral;
II – Diretoria;
III – Conselho Fiscal
IV – Conselho de Ética

Art. 15 – A Assembléia Geral será constituída pelos associados em pleno gozo de seus direitos estatutários.

Art. 16 – Compete à Assembléia Geral:
I – Eleger a diretoria;
II – Destituir os administradores;
III – Alterar o estatuto;
IV – Conceder o título de associado benemérito e honorário por proposta da diretoria.

Art. 17 – A Assembléia Geral da Rede Social de Comunicação da Serra Catarinense – Espelhos e Mascaras - realizar-se-á, ordinariamente, uma vez por ano, em local e hora a serem determinados pela diretoria e, extraordinariamente, todo o penúltimo sábado de cada mês em local determinado pela diretoria;
§ 1º - A convocação da Assembléia Geral será feita por edital, afixado na sede da entidade, por publicação na imprensa ou por outros meios de comunicação, com antecedência de dez dias, no mínimo, e realizar-se-á em primeira convocação com um terço dos seus membros e em segunda convocação, com qualquer número.
§ 2º - As disposições contidas neste estatuto somente poderão ser alteradas através de Assembléia Geral Extraordinária, especialmente convocada para tal finalidade e com anuência da Rede Social de Comunicação da Serra Catarinense – Espelhos e Mascaras.

DO QUADRO DIRETIVO

Art. 18 – A diretoria da Rede Social de Comunicação da Serra Catarinense – Espelhos e Mascaras - será composta por nove membros, todas em pleno gozo de seus direitos de cidadania, integrantes e associadas da entidade, sendo um Diretor(a)-Presidente, eleita por cinco anos, em Assembléia, podendo ser reeleita.
§1º - As demais Diretorias serão indicadas pela Diretor(a)-Presidente, a quem compete a qualificação das respectivas funções, com mandato de cinco anos, permitindo-se a reeleição das nove, as quais poderão, em seus impedimentos, ser substituídas mediante decisão da diretoria, por maioria absoluta de seus membros.

Art. 19 – A diretoria da Rede Social de Comunicação da Serra Catarinense – Espelhos e Mascaras - reunir-se-á mensalmente, ou sempre que os interesses sociais o exigirem, mediante convocação do Diretor(a)-Presidente ou da maioria absoluta de suas diretoras, conforme o Art. 17.
§ 1º - As reuniões da diretoria serão presididas pelo Diretor(a)-Presidente e instalar-se-ão, no mínimo, com a presença da maioria simples de seus membros.
§ 2º - Das reuniões da diretoria serão lavradas atas em livro próprio, assinadas por todos os membros presentes.
§ 3º - os diretores que faltarem a 3 (três)) reuniões, consecutivas ou não, sem justa causa, serão substituídas.

Art. 20 - Ficam criados:
I - o Conselho Consultivo, composto por dez pessoas de ilibada reputação e notório saber;
II - o Conselho de Mantenedores;
III - o Conselho de Honra;
IV - o Conselho do(as) ex-Presidentes.
V - a Comissão de Ética, composta por 3 (três) membros e respectivos suplentes.
Parágrafo Único - A indicação dos membros desses Conselhos e Comissão será feita pela Diretoria.

Art. 21 – O(a)s diretores, os membros dos Conselhos e Comissão poderão receber honorários, remuneração de qualquer espécie e serão investidas em seus cargos mediante assinatura do termo de posse no Livro de Atas de Reunião da Diretoria.

Art. 22 - O Diretor(a)-Presidente, em suas ausências ou impedimentos temporários, será substituída pela Diretor(a) 1ª Vice-Presidente e, no impedimento temporário de ambas, pela 2ª Diretor(a) Vice-Presidente.
Parágrafo Único - Para todos os atos de gestão e administração, passiva e ativa, a Rede Social de Comunicação da Serra Catarinense – Espelhos e Mascaras -será representada pela Diretor(a)-Presidente, isoladamente, ou por duas Diretor(as) qualificadas, em conjunto, exceção feita a quaisquer atividades financeiras, para as quais será necessária a assinatura da Diretor(a)-Financeira em conjunto com a Diretor(a)-Presidente, ou outra por esta designada para este fim.

Art. 23 – Compete à Diretoria, como órgão colegiado, a prática de todos os atos necessários ao regular funcionamento da Rede Social de Comunicação da Serra Catarinense – Espelhos e Mascaras, exercendo, para tanto, as atribuições que a lei e o presente estatuto conferirem.

Art. 24 – Todos os assuntos submetidos à apreciação da diretoria serão decididos em primeira convocação, por maioria simples de votos, cabendo à Diretor(a)-Presidente o voto de qualidade.

Art. 25 – O Conselho Fiscal será constituído por 3 (três) membros, e seus respectivos suplentes, indicados pela diretoria e eleitos pela Assembléia Geral.
§ 1º - O mandato do Conselho Fiscal será coincidente com mandato da diretoria.
§ 2º - Em caso de vacância, o mandato será assumido pelo respectivo suplente, até o seu término.

Art. 26 – Compete ao Conselho Fiscal:
I – examinar os livros de escrituração da entidade;
II – examinar o balancete semestral apresentado pela diretora financeira, opinando a respeito;
III – opinar sobre a aquisição e alienação de bens.
Parágrafo Único: O Conselho Fiscal reunir-se-á ordinariamente a cada 6 (seis) meses ou extraordinariamente sempre que necessário.

Art. 27 - O Conselho Consultivo terá a função de órgão de assessoramento da diretoria e reunir-se-á sempre que convocada pela Diretoria, bem como pelos demais Conselhos.
Art. 28 - Doações e legados;
Art. 29 - A administração do patrimônio da Rede Social de Comunicação da Serra Catarinense – Espelhos e Mascaras - compete à Diretoria.
Art. 30 - A receita deve ser depositada nos bancos, a critério da Diretoria, e aplicada no pagamento das despesas, nos serviços de administração, na realização de atividades culturais e outros encargos.
Art. 31 - No caso de dissolução da Associação, o seu patrimônio será destinado a uma instituição de fim não lucrativo, concernente à área de Museus, de escolha da Assembléia Geral.

DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 32– Os fundos arrecadados deverão ser aplicados na administração e consecução dos objetivos da Rede Social de Comunicação da Serra Catarinense – Espelhos e Mascaras.

Art. 33– O presente Estatuto Social só pode ser reformado a critério e por decisão da Assembléia Geral Extraordinária, sendo exigidos os votos de três quartos (3/4) dos sócios presentes, com direito a voto.

Art. 34 – Os meios de comunicação eletrônicos editado pela Rede Social de Comunicação da Serra Catarinense – Espelhos e Mascaras - é remetida gratuitamente aos sócios.
Art 35 - Os casos omissos no Estatuto Social são resolvidos pela Diretoria, ouvido, previamente, o Conselho Deliberativo.

Art 36 – Lutar pela regulamentação do art. 221 da Constituição, que fixa os seguintes princípios na produção e programação das emissoras de rádio e televisão: “I – preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas; II – promoção da cultura nacional e regional e estímulo à produção independente, que objetive a sua divulgação; III – regionalização da produção cultural, artística e jornalística, conforme percentuais estabelecidos em lei; IV – respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família”.
Art. 37 - Amplo direito de acesso a dados e documentos públicos, conforme o disposto no art. 5º, inciso XXXIII, da Constituição.

Art. 38 - A Rede Social de Comunicação da Serra Catarinense – Espelhos e Mascaras -, por ato da Diretoria, pode credenciar um (1) associado para cada município da região, onde o mesmo resida e tenha domicílio, como seu Representante, fazendo parte da rede social de comunicação.

Att: Pedro Miguel

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Redução da jornada ganha o primeiro round

2 DE JULHO DE 2009 - 13h23
Redução da jornada ganha o primeiro round
A Comissão Especial da Jornada Máxima de Trabalho aprovou na última terça-feira (30) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 231/95) que reduz a jornada de trabalho de 44h para 40h semanais, sem redução dos salários. Por unanimidade e sob aplausos de centenas de sindicalistas e trabalhadores, o colegiado aprovou o relatório do deputado Vicentinho (PT-SP), que também prevê a elevação da hora extra para 75% sobre o valor da hora normal. O projeto vai agora para apreciação em dois turnos pelo Plenário da Câmara e precisa de 308 votos (dois terços do total de deputados) para virar lei.
Os parlamentares enumeraram como justificativas para aprovar a matéria o fato de que, nos últimos 20 anos, o avanço tecnológico permitiu aumento da produtividade que beneficiou as empresas, mas não os trabalhadores. Lembraram também que com mais tempo livre, os trabalhadores podem se qualificar para crescerem profissionalmente, e terem mais tempo para dedicar à família e ao lazer. É, portanto, uma conquista com repercussões positivas para toda a sociedade.
Na terça-feira, quando a Comissão da Câmara aprovou o projeto de redução da Jornada, os trabalhadores presentes à sessão entoaram a famosa palavra de ordem do movimento sindical: Trabalhador unido, jamais será vencido. Esta força e união serão imprescindíveis para garantir que a proposta siga adiante e se transforme em lei. Mais do que nunca, a unidade das centrais sindicais conquistada em torno desta bandeira e as mobilizações de rua serão necessárias para garantir que o projeto seja vitorioso nas votações que irão ocorrer no plenário da Câmara e do Senado. O avanço do projeto no Congresso já começa a suscitar a reação patronal, e os grandes jornais já começam a reapresentar os velhos argumentos segundo os quais a medida ameaça os lucros das empresas. Os capitalistas adeptos do lucro máximo moverão todos seus tentáculos para impedir que a redução da jornada vire lei. Se não conseguirem, tentarão, como já sinalizaram, fazer com que a redução da jornada venha acompanhada de redução de salários.
O atual projeto de redução da jornada para 40 horas semanais foi apresentado pelo então deputado e hoje senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), em 1995. Desde a apresentação da proposta até agora já se passaram 14 anos. O que mostra que esta não é uma luta fácil. Pelo contrário. Caso vire lei, esta será a terceira vez, desde o período da escravidão, que se aprova redução de jornada de trabalho no Brasil. Os dois períodos anteriores foram em 1943 (jornada de 48 horas semanais) e 1988 (jornada de 44 horas). É, portanto, uma conquista histórica para os trabalhadores e como tal não acontecerá se não vier acompanhada de muita luta e apoio político.
Reduzir a jornada de trabalho sem redução de salários, equiparando os turnos de trabalho no Brasil aos praticados em boa parte dos países mais industrializados, seria também uma conquista econômica e simbólica de extrema importância para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Econômica porque, num momento de crise financeira como o atual, uma medida para aumentar empregos e distribuir renda é altamente salutar. Um estudo feito pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos (Dieese), mostra que a redução da jornada poderia criar cerca de 2,5 milhões de novos empregos, diminuindo a informalidade e promovendo melhor distribuição de renda.
É também uma conquista simbólica porque não haveria outra medida tão marcante para qualificar a gestão Lula como um governo voltado aos interesses dos trabalhadores. Portanto, a hora da aprovação é agora!
http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=58999

TV Brasil sinaliza nova etapa da comunicação pública

A TV Brasil, que já oferece aos brasileiros uma programação não capturada pela publicidade cervejeira e medicamentosa, que exibe apenas publicidade de valores cidadãos e humanizados, que já recupera em grande medida parte substancial do nosso audiovisual, além das conquistas civilizatórias de sua grade de programação, agora dá um passo à frente, criando a novidade democrática de discutir com a sociedade como se deve fazer televisão. O artigo é de Beto Almeida, presidente da TV Cidade Livre de Brasília.
Beto Almeida (*)
Com a presença de 3 ministros de estados ( Franklin Martins, Juca Ferreira e Sérgio Rezende) e transmitida ao vivo pelo canal NBR, a primeira audiência pública da TV Brasil inaugura uma nova etapa para a tv brasileira, dando continuidade a várias mudanças que o governo Lula tem realizado no sentido do fortalecimento da comunicação pública no Brasil. Esta audiência tem o simbolismo de se inscrever no processo de recuperação dos espaços públicos midiáticos, processo que ocorre também em vários países da América Latina, com o surgimento de emissoras públicas e estatais, com o nascimento de jornais públicos e de acesso popular como “Cambio” , na Bolívia, e o “Correo del Orinoco”, na Venezuela, e com políticas de estado que permitem concretamente que os povos já tenham alternativas ao jornalismo consumista e de manipulação informativa sob o controle dos conglomerados privados.Aqui no Brasil, com esta primeira audiência pública, onde o diálogo de ministros e público foi televisionado na íntegra, sem edições, a Empresa Brasil de Comunicação EBC, criada pelo governo Lula , marcou um golaço em termos de democracia participativa. Além desnudar toda a tagarelice acerca de interatividade alardeada pelas emissoras privadas, que jamais realizaram nem planejam realizar uma audiência pública - mesmo sendo detentoras de concessões públicas para uso do espaço rádio-elétrico que pertence à União. Na tv comercial, a democracia começa e termina no Departamento Comercial, no preço do anúncio, no jabaculê, no controle do mercado cartelizado sobre a programação, ditando seu vale-tudo rebaixador dos conteúdos cada vez mais animalizados.A TV Brasil, que já oferece aos brasileiros uma programação não capturada pela publicidade cervejeira e medicamentosa, que exibe apenas publicidade de valores cidadãos e humanizados, que já recupera em grande medida parte substancial do nosso audiovisual que luta para sair da clandestinidade, agravada após a demolição da Embrafilme, além das conquistas civilizatórias de sua grade de programação, agora dá um passo à frente, criando a novidade democrática de discutir com a sociedade como se deve fazer televisão. Só uma empresa no campo do poder público pode fazer isto, colocando ministros de estado, seu Conselho Curador, seus diretores e parte de seus funcionários diante do público e de para ouvir críticas e propostas de superação e de consolidação do que já está sinalizado desde que Lula decidiu montar a TV Brasil cumprindo com o seu programa de campanha de 2002: a criação de uma TV pública constava do documento-compromisso “A imaginação a serviço do Brasil”, assumido pelo presidente.Audiência convoca para fazer tv de novo modoClaro que uma novidade democrática como uma audiência pública para debater como fazer televisão é também uma oportunidade tão singular que revela também desconcerto por parte do público participante, confundindo prioridades. Tal como declarou o Ministro Franklin Martins, muito tempo da audiência foi dedicado ao debate de conceitos, quando o fundamental, que estava diante de todos e da sociedade que assistia pela TV era uma preciosa oportunidade para a apresentação de idéias e propostas sobre como fazer uma nova televisão. A missão pública da TV Brasil já vem sendo crescentemente revelada, construída e comprovada em parte pela sua própria programação. Primeiro, ao mostrar o Brasil por inteiro, todas as suas regiões e manifestações sociais e culturais, sem praticar a desigualdade regional-informativa, buscando o cumprimento da Constituição. Também ao mostrar a América Latina e a África, sobretudo por exibir documentários como, por exemplo, a luta do povo de Angola, com ajuda de Cuba para derrotar o exército racista na Batalha de Cuito Cuanavale, que, para Mandela, significou “o começo do fim apartheid”. Jamais documentários como este foram exibidos na tv brasileira em toda sua existência.Muitos dos conceitos debatidos a longa data pelos movimentos de democratização da comunicação e também na academia já se transformaram em realidade, em fatos, em nova programação televisiva, muito embora haja muito por ser superado, sobretudo no campo do jornalismo ainda convencional praticado pela TV Brasil. No entanto, não foi este o tema mais debatido, quando na discussão conceitual a própria universidade brasileira e seus laboratórios de comunicação continuam em dívida com a sociedade brasileira já que, embora há décadas debatam e debatam um modelo de tv pública, ainda não chegaram a qualquer proposta objetiva. Lula tinha uma: a TV Brasil, que estava no Seminário de Comunicação e Cultura do PT, realizado em 2002. Enquanto estamos com uma tv no ar, saldando parcialmente a dívida informativo-cultural contra o povo, realizando mudanças, avançando em novidades democráticas, como a realização de audiências públicas democráticas, razoavelmente acessíveis e televisionadas, há quem ainda insista num debate predominantemente acadêmico.A oportunidade foi criada, mas talvez pudesse ter sido ainda mais plenamente bem aproveitada, exatamente porque trata-se de uma novidade democrática. Vale lembrar que boa parte das reivindicações dos diferentes movimentos que constituem a luta pela democratização da comunicação já são atendidas pela própria programação da TV Brasil. Não há propaganda violentando direitos das crianças, não se cultua o álcool, nem se iconiza a velocidade ou o consumismo de guloseimas quando diabetes, obesidade e doenças cardíacas assumem estatísticas epidêmicas. Há documentários de importância histórica e política imensa, filmes nacionais finalmente democratizados e tirados do ostracismo.Jornalismo da integraçãoNo entanto, o jornalismo da TV Brasil continua desafiado a apresentar mudança de conceitos, não de apenas de formatos como argumentou-se durante a audiência. Para exemplificar, há uma mudança política importantíssima no cenário latino-americano, com muitos países recuperando a soberania sobre suas próprias riquezas nacionais, escapando dos controles imperialistas sobre as práticas comerciais impositivas, alterando a composição e as políticas de organismos de sombria trajetória como a OEA. E há, sobretudo, um conjunto de iniciativas para a integração regional, inclusive, em muitos casos, com a dispensa de operações em dólar, como entre Brasil e Argentina. Que diante deste conjunto expressivo de mudanças a mídia comercial continue a dizer que a criação da Unasul, do Banco do Sul, da Unila, etc é apenas retórica itamarateca, passando informações manipuladas e descontextualizadas para afirmar que há fracasso nestas políticas, não há nenhuma surpresa pois está praticando o seu jornalismo de desintegração, em sintonia com o objetivos das transnacionais que querem a América Latina desunida, confrontada, para melhor rapiná-la. Mas, que o jornalismo da TV Brasil não seja capaz de apresentar uma nova concepção de notícia diante desta riqueza de experiências transformadoras, é um contra-senso com a novidade que a própria TV Brasil encarna, e um conservadorismo que leva a que a sociedade brasileira não tenha informação alternativa para perceber o que já ocorre concretamente com, por exemplo, o verdadeiro Mercosul Social em curso, medidas de cooperação e integração entre municípios de fronteira, na esfera de políticas. Tudo isto sonegado.Alguns exemplos ainda não explorados pelo jornalismo da TV Brasil frente ao jornalismo da desintegração: lançada a campanha midiática contra a adesão da Venezuela ao Mercosul, o jornalismo da integração, sintonizado com nossa Constituição, poderia mostrar a importância da integração energética entre Brasil e Venezuela, pela qual Roraima já é abastecida pela Hidroelétrica venezuelana de Guri, quando antes era iluminada por poluentes e caras termoelétricas a diesel. Eis aí o único “perigo” da cooperação com a Venezuela: mais progresso social, menos dependência de petróleo, menos poluição etc. Outra possibilidade de exploração pelo jornalismo da TV Brasil, se adotasse outra concepção de notícia: quanto já foi economizado com o início das operações bilaterais entre Brasil e Argentina sem a presença da moeda inconfiável do dólar, ademais, emitida sem lastro? Quanto se pode explorar jornalisticamente deste fato, inclusive do ponto de vista simbólico, localizado nesta soberana dispensa ao dólar?Honduras, TV e solidariedade Ainda partindo do cenário da integração promovida por vários governos, a própria cobertura sobre o golpe em Honduras poderia ter sido muito superior a partir da simples cooperação com Telesur que transmitiu ao vivo praticamente todos os dias do golpe, da resistência e também da gigantesca manifestação que esperava a chegada do presidente Manoel Zelaya. A TV Cidade Livre de Brasília retransmitiu o sinal de Telesur e recebeu inúmeras manifestações informais de reconhecimento, especialmente de membros do governo, dada a relevância o fato televisionado. Não poderia tudo isto ter sido feito pela TV Brasil? O que impediu? Recursos técnicos? Não, apenas a necessidade de se adotar novos conceitos para o jornalismo, conceitos que podem ser colocados em prática imediatamente, o que não seria possível numa tv privada onde o jornalismo depende do departamento comercial. No caso da TV Brasil, o patrocinador é o povo brasileiro e a linha mestra editorial é a Constituição Brasileira, que compromete-se com a integração latino-americana. E esta integração tem que ser também informativa e cultural. E teria sido a solidariedade política do povo e do governo brasileiro para com o povo de Honduras, pois, dado o seu simbolismo para o momento, todos os povos fomos alvos do golpe de estado hondurenho.A criação da Sociedade dos Amigos da TV BrasilDentre as várias propostas apresentadas na Audiência uma destina-se a agregar participação do público para um diálogo propositivo e organizado da TV Brasil com o telespectador. Trata-se da idéia da criação de uma Sociedade Brasileira dos Amigos da TV Brasil, com capacidade tanto de estimular por parte do público a qualificação de sua leitura crítica televisiva, criando mais canais pelos quais (além da Ouvidoria que só a EBC possui) os impactos da programação em diferentes partes do país sejam captados, comunicados, refletidos de modo organizado e regular, fazendo com que se desenvolva por meio de uma emulação e fruição de opiniões e propostas, uma noção de pertencimento e co-responsabilidade do público em relação à emissora pública.Esta Sociedade estimularia a participação crítica dos telespectadores - idéia rigorosamente desprezada e vetada na tv comercial - na linha de uma cidadania televisiva. Diante da baixaria televisiva privada, devemos zelar, consolidar e qualificar a tv que nos pertence diretamente, assumindo como coletivo, e não apenas pelos seus dirigentes, o desafio de uma televisão cada vez mais humanizadora, um contribuição brasileira para a tv mundial. Mas que também seja capaz de disputar audiência, sem ilusões com o diletantismo da tese que defende indiferença diante do número de telespectadores sintonizados . Em se tratando de política pública de comunicação e de televisão em particular, será temerário cultivar a idéia de que devemos ser indiferentes se milhões de brasileiros seguem capturados por uma programação embrutecedora da tv comercial que reforça práticas anti-cidadãs, anti-democráticas na sociedade. Deve-se colocar como problema de todos, coletivo, que a TV Brasil tem o direito de pretender ter audiência e que para isto deva também ter uma programação de entretenimento sadio e inteligente, até mesmo aceitando o desafio de produzir, quando possível, teledramaturgias culturalmente elevadas, sobretudo para oferecer ao povo a chance de conhecer em profundidade a vida de personagens relevantes de nossa história tais como Santos Dumont, Euclides da Cunha, Villa-Lobos, no bem sucedido formato de telenovelas. Como desdobramento, é importante levantar o debate sobre o legítimo direito da TV Brasil em não se submeter às várias formas de reservas de mercado impostas pela TV comercial, com o concurso de recursos públicos. A TV Brasil pode e deve pretender ter uma programação de futebol e demais esportes de massa, de Carnaval e demais festas populares (como já começa a experimentar com sucesso o São João Nordestino) e também não se sujeitar à verdadeira reserva de mercado informal existente para a telenovela. Tal como disse o presidente do Conselho Curador da EBC, Luiz Gonzaga Beluzzo: a TV Brasil também deveria poder transmitir o Campeonato Brasileiro, o que no fundo indica que há uma legítima resistência que precisa ser organizada contra a tendência de privatização da transmissão de futebol pela filosofia da tv paga, dificultando cada vez mais que os brasileiros tenham acesso a umas de suas grandes paixões. Absurdo: quanto mais tecnologia televisiva, menos acesso para a grande maioria à totalidade dos jogos!Leitura crítica da comunicaçãoExiste um clamor difuso na sociedade brasileira contra a programação degradante das tvs comerciais, mas há evidentemente um captura de sua audiência ainda em razão da não existência de alternativas na TV Pública com a força, a decisão e a qualificação para fazer plenamente e “pra valer” uma disputa de audiência. Um componente deste intrincado problema é a inexistência de uma prática de leitura crítica da televisão - mesmo estando nas emissoras da EBC as raras oportunidades para que isto se realize, nos programas da Ouvidoria e no Ver TV - e é isto também que poderia ser estimulado com a criação da Sociedade dos Amigos da TV Brasil, com debates bem organizados, com a publicação de textos, com a realização de encontros, inclusive com multi-auditórios e com transmissão simultânea. Trata-se de investir em democracia televisiva. Não devemos deixar passar esta oportunidade preciosa como antes ocorreu, quando em 2004 o Presidente Lula criou a RTVI (Rede de TVs Institucionais) tendo sido combatido oficialmente tanto pela Abert como pela Fenaj. Sem apoio, desistiu da iniciativa, até porque o governo vivia outras dificuldades e o tema comunicação só foi retomado mais tarde com a criação da EBC e da TV Brasil. Esta linha de fortalecimento da comunicação pública, da qual fazem parte a nova política de democratização dos anúncios públicos, a criação do Blog da Petrobrás e até mesmo presença de Lula diretamente no jornalismo com sua coluna “O presidente responde”, é indicadora de condições para novos passos à frente, sobretudo para um formato mais democrático da tv digital, assegurando de fato pluralidade, diversidade, regionalização e humanização. Este é um tema para a Conferência Nacional de Comunicação, que também é uma novidade democrática, tirando o tema da penumbra dos tabus e tornando-o agenda do governo e da sociedade.Com sua primeira audiência a TV Brasil dá um passo bem significativo no rumo de conquistar novos modos de fazer e de ver tv, tanto para se perceber os limites a corrigir e superar, mas sobretudo por ser esta novidade democrática de imensa significação política para o fortalecimento das políticas públicas. A audiência também funciona como uma espécie de convocação à sociedade para o desenvolvimento e até mesmo para a invenção de novos instrumentos capazes de sustentar, dialogar, questionar e consolidar a TV Brasil e o seu modo de fazer televisão e jornalismo como direito e tarefa de todos.(*) Beto Almeida é presidente da TV Cidade Livre de Brasília.

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16085&boletim_id=569&componente_id=9715

quarta-feira, 8 de julho de 2009

CONFIRMADO EVENTO DE COMUNICAÇÃO PARA REGIÃO



Atenção Lages e região


1ª Oficina da Comissão Pró-Confecom SC
Dia 14/08 às 14h
Na AMURES - Auditório da Associação dos Municípios - Centro, próximo ao terminal urbano
Presença do Prof. Locatelli (palestrante)
Contato:
Vera (48) 96238478 / Inea (49)99120714